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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Você teria essa coragem....

“Um Sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu parar e pedir um copo d'água.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nos produzimos queijo, coalhada, entre outras coisas para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.
No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o sábio sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, ate que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o sábio. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nos tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora…”
Li este conto uma vez no blog de um amigo e nunca mais esqueci. Levo ele como um dos lemas de minha vida, tentando sempre matar a cada dia a vaquinha que há dentro de mim.
Bom finzinho de semana a quem passar por aqui,e não vamos nos acomodar com essa vidinha mais ou menos que as vezes se apresenta.
bjs

3 comentários:

Daisy Vilela disse...

Edna, querida amiga, bom dia!

Eu já havia lido em outro lugar, mas gostei muito de poder ler novamente este texto que é tão claro pra nós.
Obrigada por trazê-lo de volta!

E vc, e o frio por aí? Minha filha foi para Portugal em agosto e se casou com um português. Está morando lá, mas ansiosa pra voltar ao Brasil. Não gostou. Muito frio e a cabeça dos portugueses é meio diferente mesmo...rsrs Eu vou adorar tê-la de volta aqui.

Adoro seu blog, seus trabalhos e seus comentários...vc tem uma cabecinha muito boa!!! Vc está no meu coração!

Beijos amiga



Daisy

Karen disse...

Saudades.... Já conhecia o conto... e concordo com vc... tbm luto para não ter vaquinhas...rsss...
bjo no seu coração...
Bjo grande pra Maria tbm....
um 2010 cheio de muito amor pra vcs....

Eunides disse...

Oi Edna....
Ah...esses é um dos meus contos preferidos também, mas confesso...eu ainda muitas vezes fico esperando que alguem empurre a minha vaquinha...kkkkkkk eita falta de coragem..rsrsrs
Como está tudo por aí? e Maria já deixou alguns de seus fios de cabelos brancos...rs?!!!`
Ótimo fim de semana para vcs tbém!!!
Beijão